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Voltar Publicada em 11/08/2020

Pais e professores não se sentem seguros com o retorno das aulas

Mesmo com o conjunto de medidas criado pela Prefeitura os pais e professores temem o risco de contágio da Covid-19

A possibilidade de volta às aulas está deixando pais e professores apreensivos para o retorno no mês de agosto. Mesmo com o conjunto de medida criado pela Prefeitura de Porto Velho que prevê controles de saneamento e higienização os pais e professores temem o risco de contágio da Covid-19.

Ana Amélia é professora do Colégio Conceitos, faz parte do grupo de risco por ser cardiopata, explica que ainda não se sente segura para o retorno das aulas. “Com toda a certeza não há segurança para ninguém. O nosso inimigo é invisível aos nossos olhos. Infelizmente muitas pessoas ainda não se deram conta o perigo”, disse.

Ela conta que os professores tem se esforçado para atender as necessidades das crianças de casa. “A gente tem feito malabarismos para atender as necessidades de alunos e familiares. Mas nada se compara a aula dentro do âmbito escolar. Seria muito bom se pudéssemos voltar, mas ainda não vejo segurança. No meu ponto de vista esse não é o momento para retorno”, destacou.

Também ressaltou o esgotamento profissional dos professores com o retorno das aulas presenciais na pandemia. “O professor além de ter que dar assistência ao aluno que está na sala de aula, ele ainda vai ter que assistir aquele que está em casa. As aulas continuam acontecendo embora muita gente acredita que quem trabalha na área da escola está fingindo que trabalha. Hoje mesmo fizemos uma gincana do conhecimento online para comemorar o Dia do Estudante e para tentar manter todos juntos mesmo que fisicamente separados”, disse.

Natália Figueiredo é mãe da Sofia que está no 6° ano conta que não está segura para o retorno das aulas presenciais. “Por mais que as crianças estejam cientes dos riscos elas não terão o controle de manter o distanciamento o tempo inteiro”, disse.

A Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) revelou através de estudo que cerca de 9,3 milhões de pessoas ficariam sujeitas à contaminação pelo novo Coronavírus após o retorno das aulas. Isso porque parte de grupos de risco, são idosos e adultos com comorbidades que convivem com as crianças, jovens e profissionais da educação.

De acordo com dados da pesquisa realizada pela Datafolha, 70% dos pais e mães que têm filhos entre o 6º e o 9º ano na rede pública acham que seria melhor que ficassem na mesma série em 2021.

As aulas de Rondônia estão suspensas desde 17 de março. A volta dos estudantes às 141 escolas do município ainda não tem data definida, pois a Prefeitura segue o decreto do Governo do Estado.

“O risco é certo para todos, porque por mais que todas as medidas de segurança sejam tomadas, a escola não tem controle do que o aluno ou até mesmo os professores e outros funcionários fazem fora da escola. Esse ano minha filha ainda estuda de casa”, pontuou Natália.

Fonte: Diário da Amazônia