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Voltar Publicada em 25/12/2025

Corde de quase R$ 500 milhões das universidades federais e acende alerta na educação pública

Redução no orçamento de 2026 pode comprometer funcionamento básico, assistência estudantil e projetos de pesquisa nas instituições federais de ensino superior

O Congresso Nacional aprovou o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2026 com um corte significativo de R$ 488 milhões no orçamento destinado às universidades federais brasileiras. A medida, oficializada nesta semana, representa uma redução de aproximadamente 7% nos recursos discricionários, que são fundamentais para o funcionamento cotidiano das instituições de ensino superior.

Com a mudança, o valor reservado para 2026 caiu de R$ 6,89 bilhões para cerca de R$ 6,43 bilhões, segundo dados da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). Esses recursos são utilizados para custeio de serviços essenciais como segurança, limpeza, água, luz, manutenção de laboratórios, além de programas de assistência estudantil.

Impactos diretos e preocupação no setor acadêmico

Para reitores e especialistas da área, o corte agrava um quadro já crítico. A Andifes alerta que o orçamento previsto para 2026 é inferior até ao de anos anteriores, desconsiderando a inflação e o crescimento das demandas acadêmicas.

"É uma decisão que compromete não apenas o funcionamento mínimo das universidades, mas também a permanência de milhares de estudantes de baixa renda e o avanço da ciência nacional", afirmou um porta-voz da entidade.

A medida também repercutiu negativamente entre professores e pesquisadores, que veem risco direto na produção científica do país — grande parte desenvolvida dentro das universidades públicas. A redução de repasses pode afetar projetos financiados por agências como CAPES e CNPq, além de levar ao abandono de cursos por falta de condições mínimas de permanência estudantil.

Governo contesta e afirma que orçamento não é o menor

Em nota oficial, o governo federal afirmou que o orçamento de 2026 não é o menor dos últimos nove anos, e que poderá haver suplementações ao longo do exercício fiscal. No entanto, a promessa não ameniza a preocupação das universidades, que já enfrentam dificuldades para cobrir despesas básicas desde 2022.

Impactos na UNIR e articulações locais

A Universidade Federal de Rondônia (UNIR), única universidade pública federal presente no estado e com campi em diversas cidades como Ariquemes, Porto Velho, Cacoal e Ji-Paraná, integra esse contexto de desafios orçamentários. 

Embora os dados oficiais mais recentes da UNIR sobre orçamento geral indicam recomposições anteriores para manutenção, custeio e investimentos em anos anteriores, a instituição e sua reitoria têm atuado de forma articulada com a Bancada Federal de Rondônia para apresentar demandas e buscar emendas parlamentares que reforcem o orçamento da universidade frente às restrições federais — uma estratégia importante diante de cortes no orçamento central. 

Essas emendas já contribuíram para conclusão de obras, aquisição de equipamentos e fortalecimento de programas de pesquisa e assistência estudantil, mas a redução da receita federal é vista como um novo desafio que exige maior mobilização da comunidade acadêmica e política local. 
 

Comunicado da Redação – STV News

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